A menos de um mês da eleição na Bahia, o candidato do União Brasil ao Governo do Estado, ACM Neto, se viu no centro de uma das denúncias mais graves da campanha. Uma delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aponta que ACM Neto teria recebido 10% dos valores investidos por institutos de previdência estaduais na instituição financeira — acusação que ele nega com veemência.
A delação e o que ela diz
Segundo Daniel Vorcaro, ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, teriam articulado a captação de 2 bilhões de reais para o Banco Master vindos de fundos de previdência de estados como Bahia, Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas. Em troca, os dois dirigentes do partido teriam recebido 200 milhões de reais em vantagens indevidas. É importante destacar que essa delação ainda não foi homologada pela Polícia Federal, o que significa que as acusações seguem sem validação formal até o momento.
A resposta de ACM Neto
Procurado ainda pela manhã durante entrevista ao Giro Baiano, na Rádio Baiana e na B News TV, ACM Neto negou integralmente as acusações. Classificou a denúncia como algo “fantasioso”, sem protocolo na Polícia Federal, e disse se tratar de uma ação “claramente eleitoreira”, que configuraria inclusive crime eleitoral. O candidato foi além: afirmou que renunciaria a qualquer cargo que estivesse ocupando caso fosse comprovada alguma irregularidade contra ele. Horas depois, o União Brasil convocou uma coletiva de imprensa para reforçar a negativa e informou que tomará providências contra a reportagem que revelou o caso, publicada em primeira mão pelo Portal Wall.
O impacto na disputa pelo Governo da Bahia
Mesmo sem confirmação, o episódio chega em um momento sensível da corrida eleitoral. A denúncia dá munição ao adversário direto de ACM Neto na disputa, o Governador Jerônimo Rodrigues, que tenta a reeleição. A dúvida que fica é se a campanha do Governador vai explorar o caso nas últimas semanas antes das urnas — até porque o próprio campo governista tem uma pedra no sapato: o candidato à reeleição ao Senado, Jaques Wagner, também enfrenta acusações na mesma linha, o que pode esfriar o ímpeto de usar o tema como arma de campanha.
Nos bastidores
A repercussão nos bastidores da política baiana já rende comparações: há quem veja no episódio o que está sendo chamado internamente de “golpe de misericórdia” na candidatura de ACM Neto, embora ainda não haja qualquer prova concreta que sustente as acusações de Vorcaro. Resta acompanhar se a Polícia Federal vai homologar a delação e se novos desdobramentos surgirão antes do dia da votação.
O que fica
Uma delação grave, ainda não homologada, contra o principal nome da oposição ao Governo da Bahia, numa reta final de campanha marcada por acusações cruzadas dos dois lados. Sem provas concretas até agora, o episódio funciona mais como munição política do que como fato consumado — mas chega em um momento eleitoral em que qualquer denúncia pesa. Os próximos dias devem mostrar se a Polícia Federal avança na apuração e se os adversários de ACM Neto decidem transformar o caso em arma de campanha.
▶️ Assista ao episódio completo no YouTube: E AGORA? ACM NETO DESMENTE VORCARO E NEGA QUE RECEBIA DINHEIRO DO BANCO MASTER!