Política

Pesquisa Atlas Intel deve mostrar se efeito Lula-Neto pegou na Bahia

Instituto Atlas/Intel divulga na quinta-feira (03/09) a primeira pesquisa registrada no TSE após a visita de Lula à Bahia, em meio à expectativa sobre o efeito do voto Lula-Neto, à chegada de Flávio Bolsonaro ao Estado e à indefinição de Caiado na campanha.

Ilustração · imagem meramente ilustrativa.

A campanha ao governo da Bahia entra em uma semana decisiva. Nesta terça-feira, véspera do início do mês mais quente no calendário eleitoral, todos os olhos da política baiana estão voltados para a quinta-feira (3), quando o Instituto Atlas/Intel deve divulgar a primeira pesquisa registrada no TSE após a visita do presidente Lula a Salvador. O levantamento promete responder à pergunta que domina os bastidores: o chamado voto Lula-Neto realmente pegou entre o eleitor baiano, ou o efeito ficou só na retórica de campanha?

O que a pesquisa Atlas/Intel deve revelar

O Atlas/Intel está em campo até esta quarta-feira (2) e a divulgação, conforme registro no site do TSE, está prevista para quinta (3). O timing não é acaso: a pesquisa foi encomendada justamente depois da intensificação da estratégia de Lula na Bahia e da visita do presidente ao estado, o que deve dar uma primeira dimensão real de quanto esse movimento influenciou a intenção de voto.

Até aqui, os cenários mostrados por outros institutos indicavam empate técnico entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, mas a leitura geral entre analistas e gente ligada à política é de que a eleição pode se decidir ainda no primeiro turno — o que torna esta pesquisa um termômetro decisivo para o restante da campanha.

Flávio Bolsonaro pode desembarcar na Bahia

Outro movimento a ser observado neste mês é a possível vinda do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, à Bahia. A informação foi antecipada pelo próprio João Roma, presidente estadual do partido, que ainda não confirmou data e nem a cidade. A dúvida que fica é sobre o comportamento dos aliados: a expectativa é que ACM Neto evite subir no mesmo palanque de Flávio, enquanto João Roma deve acompanhar a agenda. Falta saber se o restante da chapa — Angelo Coronel e Zé Cocá — vai se dividir entre presença e ausência ao lado do bolsonarismo, um equilíbrio delicado para quem tenta capitalizar o voto Lula-Neto sem se afastar do eleitorado mais à direita.

Caiado segue sem previsão de aparecer no Estado

Enquanto Flávio Bolsonaro é aguardado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, segue sem data marcada para vir à Bahia. Até o momento, o próprio candidato de ACM Neto não se manifestou publicamente sobre o assunto, o que mantém em aberto uma incógnita relevante para a reta final de campanha: quanto peso os padrinhos políticos de fora vão de fato ter na disputa local, e se essas ausências ou presenças vão se refletir nos próximos números de pesquisa.

O próximo debate pode fechar o primeiro turno

Também está no radar da campanha o próximo debate, que deve acontecer na TV Bahia. A expectativa é que ele funcione como um encontro final entre os principais candidatos antes de uma eventual decisão em primeiro turno, e a presença do governador Jerônimo Rodrigues é vista como essencial para que o confronto de propostas e o repertório de ataques e respostas cheguem ao eleitor em alto nível. Um mês inteiro de campanha ainda separa os candidatos da votação, tempo suficiente para novas pesquisas, novos embates e, possivelmente, viradas no cenário atual.

O que fica

A pesquisa Atlas/Intel desta semana funciona como uma espécie de prestação de contas para as principais apostas de campanha: o voto Lula-Neto, a visita presidencial e a movimentação dos padrinhos nacionais de cada lado. Se os números confirmarem empate técnico, a corrida segue tão indefinida quanto está hoje. Se mostrarem uma diferença mais clara para Jerônimo ou para ACM Neto, a disputa pode ganhar contornos de desfecho em primeiro turno — e as próximas semanas, com debate, novas visitas e ainda mais pesquisas, vão dizer se essa tendência se confirma ou se a eleição baiana ainda reserva surpresa.

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