Política

Wagner se recusa a entregar senhas de celulares à PF no caso Master

Relatório da Polícia Federal revela que o Senador Jaques Wagner negou acesso a dois celulares apreendidos em busca na sua casa em Salvador, enquanto o candidato à reeleição cai nas pesquisas pela segunda vaga do Senado.

Ilustração · imagem meramente ilustrativa.

O Senador Jaques Wagner, candidato à reeleição, é hoje o político baiano mais encalacrado no caso Banco Master. Um relatório da Polícia Federal, divulgado depois que o Supremo Tribunal Federal retirou o sigilo do banco, revela que Wagner se recusou a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos durante busca e apreensão em sua casa, no Corredor da Vitória, em Salvador.

O que diz o relatório da PF

Segundo a Polícia Federal, os dois aparelhos apreendidos são da marca Samsung — um branco e um preto —, e Wagner negou acesso a eles. O Senador também teve contas bancárias bloqueadas ao longo da investigação; recentemente, quase R$ 54 mil foram liberados a pedido da defesa, que apresentou provas para justificar o desbloqueio.

A relação com Augusto Lima e Daniel Vorcaro

Wagner também é investigado por sua relação com o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. De acordo com o relatório, o Senador teria recebido benesses como um apartamento em Salvador e ingressos para shows no exterior. Na busca à sua residência, a PF ainda encontrou dinheiro vivo em reais, euros e dólares, além de relógios de luxo, que Wagner afirma fazerem parte do patrimônio acumulado ao longo da vida.

Queda nas pesquisas às vésperas da eleição

O caso ganha peso político porque a votação está próxima: faltam 20 dias para o fim da campanha eleitoral. A pesquisa Real Time Big Data, divulgada na semana passada, mostra Wagner em empate técnico com João Roma, do PL, e Ângelo Coronel, dos Republicanos, na disputa pela segunda vaga baiana ao Senado — a primeira é liderada por Rui Costa, do PT. Até agora, não há levantamento feito depois da divulgação das informações sobre a recusa das senhas.

O que fica

Wagner diz estar calejado depois de anos de embates políticos, mas a sequência de revelações do caso Master chega num momento delicado da corrida eleitoral, com os números já em queda antes mesmo desse novo capítulo. Resta saber se o eleitorado vai comprar a versão de inocência do Senador — e se uma reação mais forte da campanha, com apoio mais direto do Presidente Lula, será suficiente para conter o desgaste antes das urnas.

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